segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
cavar, cavar, cavar e se encontrar cada vez mais vazio. os anos passam e não somam experiências, a idade não trouxe sabedoria, só o que existe em meu peito é um enorme vazio sem nome, motivação, gostos, orientação politica ou religiosa. a indefinição me mata e o ceticismo me impede. aqui não há amigos, nem conforto. diversão é conceito muito abstrato e arbitrário. dom, qualidade, talento inexistem. o pouco que sou vai aos poucos secando e virando cinza que nem voa ao vento, antes se enterra no chão.
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
no desinteressante mundo de Vida...
Ele veio falar comigo dia desses. Perguntou assim de supetão com qual fantasia eu ia naquela festa, nem perguntou se eu ia... antes disso ficou fazendo graça pelo chat de que queria muito falar comigo, mandou até uma carinha triste e você sabe o que carinhas tristes significam...
Poisé, mas não foi nada disso não. Ele não foi na festa e nem eu, nem mesmo depois daquele meu convite disfarçado pedindo pra andar com ele na festa já que nenhuma amiga minha ia... tentei né? Legal mesmo foi ele dizendo que achava assistir filme e comer pizza mais interessante, pena que ele não pediu minha companhia... e depois aquele papinho de ir fantasiado de nudista! Eu achei que era uma tentativa de por ideias na minha cabeça, dá pra acreditar?! Se era ele não levou o plano até o final.
Daí, depois de um tempo bem bom sem conseguir chorar, eu chorei. Mas dessa vez foi de muita raiva, foi de cair a ficha que eu já estou me fazendo mal, que já acabou há muito tempo, muito antes de realmente acabar já tinha acabado, é só eu abrir os olhos e lembrar direito dos fatos.
A gente tem que ser sincera, né?
E a sensação que eu tenho é de total falta de respostas porque eu não sei se eu ainda gosto dele já que eu não sei se ele ainda fala do mesmo jeito, tem o mesmo cheio, tá com barba ou tá sem barba, com o cabelo recém cortado ou não, o que tá fazendo da vida, se viajou no feriado, se o pai dele tá bem...
Logo que a gente terminou, essa falta de informação era o que me dava mais desespero, depois eu acostumei porque no início já era assim, eu passei um semestre apaixonada por uma imagem, um cara de uma festa e nada mais, eu já sabia muito bem como inventar histórias sobre ele e, com alguma ajuda das redes sociais, acreditar que o eu imaginava tinha um fundo de verdade.
E olha que engraçado, quando eu tomei consciência de que eu voltei a fazer isso e que não era uma pratica saudável, ele veio falar comigo! Tal qual aconteceu das outras vezes que eu te contei, lembra? Que absurdo, isso só pode ser coisa da minha mente insana...
Então a gente se falou quinta, sexta, eu voltei pra casa meio que "fugindo dele" mas no fim era de mim mesma... Depois, eu que fui falar com ele, tentar fazer graça como dois velhos e grandes amigos fariam, foi uma conversa rápida e jogada fora.
E parando pra pensar agora, acho que se a gente quisesse muito voltar um de nós já teria feito algo... ou não. No fim, o Lucas é mais que nunca um cara que é meu vizinho mas que só conversa comigo por carta.
Poisé, mas não foi nada disso não. Ele não foi na festa e nem eu, nem mesmo depois daquele meu convite disfarçado pedindo pra andar com ele na festa já que nenhuma amiga minha ia... tentei né? Legal mesmo foi ele dizendo que achava assistir filme e comer pizza mais interessante, pena que ele não pediu minha companhia... e depois aquele papinho de ir fantasiado de nudista! Eu achei que era uma tentativa de por ideias na minha cabeça, dá pra acreditar?! Se era ele não levou o plano até o final.
Daí, depois de um tempo bem bom sem conseguir chorar, eu chorei. Mas dessa vez foi de muita raiva, foi de cair a ficha que eu já estou me fazendo mal, que já acabou há muito tempo, muito antes de realmente acabar já tinha acabado, é só eu abrir os olhos e lembrar direito dos fatos.
A gente tem que ser sincera, né?
E a sensação que eu tenho é de total falta de respostas porque eu não sei se eu ainda gosto dele já que eu não sei se ele ainda fala do mesmo jeito, tem o mesmo cheio, tá com barba ou tá sem barba, com o cabelo recém cortado ou não, o que tá fazendo da vida, se viajou no feriado, se o pai dele tá bem...
Logo que a gente terminou, essa falta de informação era o que me dava mais desespero, depois eu acostumei porque no início já era assim, eu passei um semestre apaixonada por uma imagem, um cara de uma festa e nada mais, eu já sabia muito bem como inventar histórias sobre ele e, com alguma ajuda das redes sociais, acreditar que o eu imaginava tinha um fundo de verdade.
E olha que engraçado, quando eu tomei consciência de que eu voltei a fazer isso e que não era uma pratica saudável, ele veio falar comigo! Tal qual aconteceu das outras vezes que eu te contei, lembra? Que absurdo, isso só pode ser coisa da minha mente insana...
Então a gente se falou quinta, sexta, eu voltei pra casa meio que "fugindo dele" mas no fim era de mim mesma... Depois, eu que fui falar com ele, tentar fazer graça como dois velhos e grandes amigos fariam, foi uma conversa rápida e jogada fora.
E parando pra pensar agora, acho que se a gente quisesse muito voltar um de nós já teria feito algo... ou não. No fim, o Lucas é mais que nunca um cara que é meu vizinho mas que só conversa comigo por carta.
sábado, 20 de julho de 2013
umas contas
Dia 5 de maio de 2012. Foi quando nos conhecemos e você veja só que incrível: nesse dia mesmo já rolou um clima, a gente não ficou mas eu me apaixonei. Voltei pra Santos (olha isso! eu ainda tava em Santos) feliz da vida, espalhei aos quatro ventos que eu tinha conhecido o amor da minha vida, aham! era exatamente isso que eu falava "o amor da minha vida".
Então dia 15 de junho de 2012 nós ficamos pela primeira vez e essa história foi mais louca ainda, eu saí de Caçapava e fui pra Santos só pra ir pra São Paulo nessa festa, meu plano era ficar com você. Pois é, ficamos, foi na sexta, voltei pra Santos no sábado e domingo já estava em São José dos Campos pra sair com você de novo. Tava apaixonada, só assim pra fazer tudo isso...
Daí veio aquela história que você tava ficando com outra garota e que pretendia ficar com nós duas ao mesmo tempo e eu me afastei, por pouco tempo, o que importa é que continuei nutrindo sentimentos por você.
Minha vida foi por um caminho que eu não esperava, a gente não se falava mas eu pensava em você com frequência. Até que um dia você me mandou uma mensagem perguntando se eu gostava de CPM 22 e me chamando pra uma festa que ia ter um show deles. Gostando ou não gostando, se desse, eu tinha ido sem nem pensar duas vezes, mas não dava... Cursinho a noite, nenhuma desculpa decente pra encobrir essa ida a São Paulo, sabe como é... não fui, mas queria muito ter ido...
Não consigo me lembrar se a gente continuou conversando, eu acho que sim porque eu lembro de ficar trocando mensagem com você quase todo dia, minha mãe vinha até reclamar que era pra eu estudaaaarrr! não pra ficar de mensagem o tempo todo...
Só não sei se isso foi antes eu depois da gente se encontrar naquele show do Vanguart no Sesc, eu tinha ido com meus pais, a gente se falou numa boa, já tinha passado a primeira fase da Fuvest, disso eu tenho certeza porque a gente falou um pouco de vestibular e só. Fiquei com a sensação de que tava tudo ótimo entre a gente, que eramos amigos, sem embaraços, uma beleza!
Depois disso eu só lembro de ter dito pra mim mesma: "Chega dessa história, Viviane! Meu deus do céu! Não tem motivo pra você continuar apaixonada por ele! Vocês nem se falam! Tem noção?! Para com essa dor de estômago aí que isso não te faz bem!" E foi isso mesmo, parei de cultivar esperanças sem o menor fundamento.
No ano novo você me mandou uma mensagem perguntando quais eram meus planos pra 2013, só pensei numa resposta: "nunca mais falar com você!", não respondi.
E então poucos dias depois da segunda fase da Fuvest, eu não tinha mais preocupações e você veio falar comigo, combinamos de sair e eu fui sem nenhuma expectativa, pra mim era sair com um amigo, nada de mais, mas não foi e dia 13 de janeiro de 2013 nós ficamos mais uma vez e o restante de janeiro e fevereiro foi pra mim uma sucessão de idas a São José, cada vez uma desculpa diferente mas todas as vezes pra sair com você.
Dia 23 de fevereiro eu te pedi em namoro. Dia 10 de junho eu pedi pra terminar.
Aos cálculos!
No dia que a gente começou a namorar eu já estava apaixonada a 9 meses e 18 dias, mais ou menos, por você. A gente tava ficando a 40 dias.
No dia que a gente terminou faltavam 2 dias pro dia dos namorados e 5 dias pra completar 1 ano do nosso primeiro beijo e eu gostava de você a 1 ano, 1 mês e 5 dias.
E agora, devido a proporção da quantidade de dias que eu nutri sentimentos por você, eu me dei o prazo de em no máximo 6 meses não sentir mais nada por você, já foram 1 mês e 10 dias.
Então dia 15 de junho de 2012 nós ficamos pela primeira vez e essa história foi mais louca ainda, eu saí de Caçapava e fui pra Santos só pra ir pra São Paulo nessa festa, meu plano era ficar com você. Pois é, ficamos, foi na sexta, voltei pra Santos no sábado e domingo já estava em São José dos Campos pra sair com você de novo. Tava apaixonada, só assim pra fazer tudo isso...
Daí veio aquela história que você tava ficando com outra garota e que pretendia ficar com nós duas ao mesmo tempo e eu me afastei, por pouco tempo, o que importa é que continuei nutrindo sentimentos por você.
Minha vida foi por um caminho que eu não esperava, a gente não se falava mas eu pensava em você com frequência. Até que um dia você me mandou uma mensagem perguntando se eu gostava de CPM 22 e me chamando pra uma festa que ia ter um show deles. Gostando ou não gostando, se desse, eu tinha ido sem nem pensar duas vezes, mas não dava... Cursinho a noite, nenhuma desculpa decente pra encobrir essa ida a São Paulo, sabe como é... não fui, mas queria muito ter ido...
Não consigo me lembrar se a gente continuou conversando, eu acho que sim porque eu lembro de ficar trocando mensagem com você quase todo dia, minha mãe vinha até reclamar que era pra eu estudaaaarrr! não pra ficar de mensagem o tempo todo...
Só não sei se isso foi antes eu depois da gente se encontrar naquele show do Vanguart no Sesc, eu tinha ido com meus pais, a gente se falou numa boa, já tinha passado a primeira fase da Fuvest, disso eu tenho certeza porque a gente falou um pouco de vestibular e só. Fiquei com a sensação de que tava tudo ótimo entre a gente, que eramos amigos, sem embaraços, uma beleza!
Depois disso eu só lembro de ter dito pra mim mesma: "Chega dessa história, Viviane! Meu deus do céu! Não tem motivo pra você continuar apaixonada por ele! Vocês nem se falam! Tem noção?! Para com essa dor de estômago aí que isso não te faz bem!" E foi isso mesmo, parei de cultivar esperanças sem o menor fundamento.
No ano novo você me mandou uma mensagem perguntando quais eram meus planos pra 2013, só pensei numa resposta: "nunca mais falar com você!", não respondi.
E então poucos dias depois da segunda fase da Fuvest, eu não tinha mais preocupações e você veio falar comigo, combinamos de sair e eu fui sem nenhuma expectativa, pra mim era sair com um amigo, nada de mais, mas não foi e dia 13 de janeiro de 2013 nós ficamos mais uma vez e o restante de janeiro e fevereiro foi pra mim uma sucessão de idas a São José, cada vez uma desculpa diferente mas todas as vezes pra sair com você.
Dia 23 de fevereiro eu te pedi em namoro. Dia 10 de junho eu pedi pra terminar.
Aos cálculos!
No dia que a gente começou a namorar eu já estava apaixonada a 9 meses e 18 dias, mais ou menos, por você. A gente tava ficando a 40 dias.
No dia que a gente terminou faltavam 2 dias pro dia dos namorados e 5 dias pra completar 1 ano do nosso primeiro beijo e eu gostava de você a 1 ano, 1 mês e 5 dias.
E agora, devido a proporção da quantidade de dias que eu nutri sentimentos por você, eu me dei o prazo de em no máximo 6 meses não sentir mais nada por você, já foram 1 mês e 10 dias.
vai entender...
Bom, então é isso: a gente não namora mais. Há 1 mês e 10 dias, tempo suficiente pra já me falarem "já faz muito tempo, Vi! Você precisa parar de chorar!", não sei se já faz tanto tempo assim, eu mesma me dei 6 meses pra melhorar desse baque, nesse ponto eu preferi não ser tão exigente comigo mesma...
Talvez porque essa dorzinha seja um conforto e tanto.
O fato é que hoje eu já me sinto muito bem, muito melhor do que eu achei que iria me sentir depois de pouco mais de um mês. Eu ainda penso nele, sim! é fato, mas já com nenhum rancor ou arrependimento, só com uma saudade meio que nostalgia, conformada de que quando um não quer dois não ficam juntos.
Hoje eu penso nele com consciência de que se, quem sabe, acontecer uma reviravolta muito louca e a gente voltar eu preciso ter melhorado dessa tristeza. Continuar chorando todo dia não vai resolver nada, até porque hoje nós não conversamos mais, então ele não sabe do meu estado e nada está sendo feito para o clima entre nós melhorar e quem sabe sermos bons amigos. Nem sequer existe qualquer tipo de laço que nos una, a não ser um livro e uma camisa dele que eu preciso devolver e meia dúzia de memórias que eu não faço questão de lembrar já que elas não fazem mais sentido algum... São só memórias, não são mais realidade ou promessas de um futuro.
E o que sobrou de tudo isso foi um monte de aprendizado, apesar da frieza dele ao dizer "É ótimo então que você tenha passado por isso pra ter aprendido o que quer que tenha aprendido", eu usei essa situação tão nova pra mim pra tirar muito dela. Por exemplo, agora eu tenho total convicção de que todo namoro tem seus problemas e que, na medida do tamanho desses problemas, terminar não é a solução. E que amor é coisa de quem tem tempo pra ele, um clichê exageradamente verdadeiro.
Mais que isso, aprendi que amar e perder dói demais da conta e que eu não estou disposta a ficar pondo empenho em namoros que não vão ser a construção de uma vida em conjunto. Esse negócio de ficar namorando e terminando e trocando de namorado não é pra mim, não tenho pique pra isso. E se meu pai tem razão, gente da minha faixa etária não está disposta a começar agora a construir um relacionamento sério, pra casar, ter filhos, comprar uma casa, essa idealização de felicidade capitalista que me parece tão perfeitamente feita pra mim.
É mesmo uma pena pra minha pessoa que eu tenha sido só mais uma pra ele, é aquilo que um amigo meu falou "mas que culpa eu vou ter se a garota não fez nada pra ser a tal, a pessoa com a qual eu quero dividir a vida? ela não tinha nada de mais, pra mim...", e é também como minha sábia mãe me disse "mulher é tudo boba! fica aí chorando! Garanto que ele não deve ter chorado nenhuma vez depois de vocês terminaram e que nem tá sentindo saudade de você agora! Engole esse choro!". Traduzindo, eu não tenho mais o que fazer quanto ao meu ex-namorado (porque agora eu sou dessas que tem ex-namorado), quando um não quer dois não briga, eu já falei isso!..., eu parei de chorar (faz uns 5 dias) e por uns 5 anos eu não penso mais em namoro!
Talvez porque essa dorzinha seja um conforto e tanto.
O fato é que hoje eu já me sinto muito bem, muito melhor do que eu achei que iria me sentir depois de pouco mais de um mês. Eu ainda penso nele, sim! é fato, mas já com nenhum rancor ou arrependimento, só com uma saudade meio que nostalgia, conformada de que quando um não quer dois não ficam juntos.
Hoje eu penso nele com consciência de que se, quem sabe, acontecer uma reviravolta muito louca e a gente voltar eu preciso ter melhorado dessa tristeza. Continuar chorando todo dia não vai resolver nada, até porque hoje nós não conversamos mais, então ele não sabe do meu estado e nada está sendo feito para o clima entre nós melhorar e quem sabe sermos bons amigos. Nem sequer existe qualquer tipo de laço que nos una, a não ser um livro e uma camisa dele que eu preciso devolver e meia dúzia de memórias que eu não faço questão de lembrar já que elas não fazem mais sentido algum... São só memórias, não são mais realidade ou promessas de um futuro.
E o que sobrou de tudo isso foi um monte de aprendizado, apesar da frieza dele ao dizer "É ótimo então que você tenha passado por isso pra ter aprendido o que quer que tenha aprendido", eu usei essa situação tão nova pra mim pra tirar muito dela. Por exemplo, agora eu tenho total convicção de que todo namoro tem seus problemas e que, na medida do tamanho desses problemas, terminar não é a solução. E que amor é coisa de quem tem tempo pra ele, um clichê exageradamente verdadeiro.
Mais que isso, aprendi que amar e perder dói demais da conta e que eu não estou disposta a ficar pondo empenho em namoros que não vão ser a construção de uma vida em conjunto. Esse negócio de ficar namorando e terminando e trocando de namorado não é pra mim, não tenho pique pra isso. E se meu pai tem razão, gente da minha faixa etária não está disposta a começar agora a construir um relacionamento sério, pra casar, ter filhos, comprar uma casa, essa idealização de felicidade capitalista que me parece tão perfeitamente feita pra mim.
É mesmo uma pena pra minha pessoa que eu tenha sido só mais uma pra ele, é aquilo que um amigo meu falou "mas que culpa eu vou ter se a garota não fez nada pra ser a tal, a pessoa com a qual eu quero dividir a vida? ela não tinha nada de mais, pra mim...", e é também como minha sábia mãe me disse "mulher é tudo boba! fica aí chorando! Garanto que ele não deve ter chorado nenhuma vez depois de vocês terminaram e que nem tá sentindo saudade de você agora! Engole esse choro!". Traduzindo, eu não tenho mais o que fazer quanto ao meu ex-namorado (porque agora eu sou dessas que tem ex-namorado), quando um não quer dois não briga, eu já falei isso!..., eu parei de chorar (faz uns 5 dias) e por uns 5 anos eu não penso mais em namoro!
terça-feira, 18 de junho de 2013
sonhos do esquecimento?...
Eu até que tenho sonhos com frequência, de todos os tipos possíveis, cada um mais ou menos explicável que o outro. De alguns eu consigo me lembrar assim que acordo e com clareza, tornam-se memórias claras na minha mente, outros não, parece que é abrir os olhos e eles se dissipam como fumaça e ainda tem aqueles dos quais eu me lembro ao acordar e me esqueço antes do fim do dia.
Mas sabe, assim como eu me incomodava profundamente por não conseguir escrever sobre você, sobre meus sentimentos ou sobre nós, eu também tinha uma cisma com esse detalhe de nunca ter sonhado com você depois que a gente começou a ser feliz junto. Eu entendo que sonhos não se controlam, então eu me incomodava mas guardava isso de um jeito esquecido dentro de mim.
Bom, isso tudo foi até a coisa toda dar errado.
Nos primeiros dias eu ia dormir chorando, acordava como se só tivesse piscado os olhos.
Depois eu ia dormir triste, acordava e logo pensava em você, ficava ainda mais triste.
O fato é que faz três dias que eu tenho sonhado com você. Acabei pensando assim (de um jeito meio fazendo graça da minha própria miséria): "Bom, pelo menos isso tudo me fez começar a sonhar com você."
Até que me informaram que sonhar com o é uma forma que o cérebro tem de te ajudar a esquecer.
No primeiro sonho com você, a gente tava numa festa, brigados, meio que desse mesmo jeito que a gente tá agora, e a gente ficava se insinuando pra outras pessoas tentando fazer ciúme um no outro até que chegou uma hora que você não aguentou mais e me puxou pra dançar, nós ficamos meio que "entre tapas e beijos" e então eu acordei. Foi divertido e triste.
No segundo você tava lindo com aquela blusa listrada de azul e branco e de óculos novos, sentado num banco de um jardim muito ensolarado, lendo um livro, com uma bicicleta encostada no banco. Me parece que esse era o jardim da minha casa e eu ao chegar perto da porta de vidro que dava para o tal jardim, detestei te ver sentado lá e fechei a cortina, você levantou-se do bando, foi até a porta e bateu, eu abri e fiz aquela cara de "que foi?!!", você só respondeu: "Então esse é o comportamento adulto que você vai ter??!" e fez aquela sua cara de decepção, tão sua. Foi triste.
E no terceiro... Ah! o terceiro esquece! Foi muito confuso, muito mais triste, desagradável.
Será que isso são tentativas, mais fortes do que o meu consciente pode conter, de te esquecer?
Eu não quero te esquecer.
A gente vai acertar os ponteiros, eu sei! E vai ser mais feliz do que a gente já era, tenho certeza.
Prefiro não sonhar com você...
Mas sabe, assim como eu me incomodava profundamente por não conseguir escrever sobre você, sobre meus sentimentos ou sobre nós, eu também tinha uma cisma com esse detalhe de nunca ter sonhado com você depois que a gente começou a ser feliz junto. Eu entendo que sonhos não se controlam, então eu me incomodava mas guardava isso de um jeito esquecido dentro de mim.
Bom, isso tudo foi até a coisa toda dar errado.
Nos primeiros dias eu ia dormir chorando, acordava como se só tivesse piscado os olhos.
Depois eu ia dormir triste, acordava e logo pensava em você, ficava ainda mais triste.
O fato é que faz três dias que eu tenho sonhado com você. Acabei pensando assim (de um jeito meio fazendo graça da minha própria miséria): "Bom, pelo menos isso tudo me fez começar a sonhar com você."
Até que me informaram que sonhar com o é uma forma que o cérebro tem de te ajudar a esquecer.
No primeiro sonho com você, a gente tava numa festa, brigados, meio que desse mesmo jeito que a gente tá agora, e a gente ficava se insinuando pra outras pessoas tentando fazer ciúme um no outro até que chegou uma hora que você não aguentou mais e me puxou pra dançar, nós ficamos meio que "entre tapas e beijos" e então eu acordei. Foi divertido e triste.
No segundo você tava lindo com aquela blusa listrada de azul e branco e de óculos novos, sentado num banco de um jardim muito ensolarado, lendo um livro, com uma bicicleta encostada no banco. Me parece que esse era o jardim da minha casa e eu ao chegar perto da porta de vidro que dava para o tal jardim, detestei te ver sentado lá e fechei a cortina, você levantou-se do bando, foi até a porta e bateu, eu abri e fiz aquela cara de "que foi?!!", você só respondeu: "Então esse é o comportamento adulto que você vai ter??!" e fez aquela sua cara de decepção, tão sua. Foi triste.
E no terceiro... Ah! o terceiro esquece! Foi muito confuso, muito mais triste, desagradável.
Será que isso são tentativas, mais fortes do que o meu consciente pode conter, de te esquecer?
Eu não quero te esquecer.
A gente vai acertar os ponteiros, eu sei! E vai ser mais feliz do que a gente já era, tenho certeza.
Prefiro não sonhar com você...
domingo, 9 de junho de 2013
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Antes a gente era feliz e não sabia. Agora a gente é triste e tem certeza
Ganhamos um tapete. Agora podemos deitar, sentar, curtir uma tarde no tapete, entretanto teremos que tirar o tapete pra varrer, vamos ter que lava-lo de vez em quando também, enfim com grandes tapetes vem junto grandes tarefas de limpeza.
Mas tanto faz! O mundo continua hostil, as pessoas continuam vis, existir continua sendo uma tarefa complicada. Nesses momentos eu só consigo acreditar em destino, ou forças superiores que põe nossas vidas em trilhos, caminhos já traçados e que minha fraqueza diante do mundo tem algum propósito e que eu vou ser feliz um dia.
Mas a felicidade sempre é posta onde não conseguimos alcançar e por nós mesmos estranhamente...
Então seria a questão da minha felicidade algo que eu posso decidir?? Poderia eu dizer hoje: "A partir deste exato instante eu sou feliz! Muito feliz! E nada, mas nada mesmo vai mudar isto!"? Numa decisão de ir contra a corrente e todas as psicologias, conseguiria eu trazer a felicidade ao meu alcance? Acho que não...
O inferno são os outros. Se minha felicidade consiste em passar meus dias deitada em redes, lendo bons livros, desfrutando a calma de uma vida sem compromissos e me dedicando a filosofia, o ócio são, seria considerada como alguém que gastou sua vida em atividades vãs, que não contribui para a roda capitalista com 8 ou mais horas diárias de sua vida e com seu esforço, por consequência não teria condições de me alimentar, vestir e ter um abrigo, uma casa. Também poderia ser vista como alguém pobre em conhecimento, afinal se não sigo os passos de me formar no ensino médio regular, fazer uma faculdade, pós-graduação, mestrado, doutorado, todo meu conhecimento é descartado pois não posso comprovar com diplomas e certificados tudo o que aprendi deitada na rede com meus livros.
E nisso tudo o amor. Mas nem sabemos o que é o amor, acho que nunca se soube e que nunca se saberá, entretanto o que me questiono é por que há tanto medo em se dedicar toda um vida a uma única pessoa? Não se dedica a vida ao trabalho ou a uma carreira acadêmica?! Por que não ao amor de alguém? Porque definitivamente, amor é algo que necessita de dedicação, do contrário não cresce nem se firma, não dá frutos, não se torna um gerador de felicidades.
Bom, encero minhas digressões por aqui, duvido que chegarei a alguma conclusão, por hora uso um pouco do meu instinto e um pouco da minha intuição pra sentir o que me parece certo e agradável, vou vivendo com os pés nos trilhos e a cabeça nas redes, sabendo que o inferno são os outros mas sou eu mesma também e que a vida é só essa.
Mas tanto faz! O mundo continua hostil, as pessoas continuam vis, existir continua sendo uma tarefa complicada. Nesses momentos eu só consigo acreditar em destino, ou forças superiores que põe nossas vidas em trilhos, caminhos já traçados e que minha fraqueza diante do mundo tem algum propósito e que eu vou ser feliz um dia.
Mas a felicidade sempre é posta onde não conseguimos alcançar e por nós mesmos estranhamente...
Então seria a questão da minha felicidade algo que eu posso decidir?? Poderia eu dizer hoje: "A partir deste exato instante eu sou feliz! Muito feliz! E nada, mas nada mesmo vai mudar isto!"? Numa decisão de ir contra a corrente e todas as psicologias, conseguiria eu trazer a felicidade ao meu alcance? Acho que não...
O inferno são os outros. Se minha felicidade consiste em passar meus dias deitada em redes, lendo bons livros, desfrutando a calma de uma vida sem compromissos e me dedicando a filosofia, o ócio são, seria considerada como alguém que gastou sua vida em atividades vãs, que não contribui para a roda capitalista com 8 ou mais horas diárias de sua vida e com seu esforço, por consequência não teria condições de me alimentar, vestir e ter um abrigo, uma casa. Também poderia ser vista como alguém pobre em conhecimento, afinal se não sigo os passos de me formar no ensino médio regular, fazer uma faculdade, pós-graduação, mestrado, doutorado, todo meu conhecimento é descartado pois não posso comprovar com diplomas e certificados tudo o que aprendi deitada na rede com meus livros.
E nisso tudo o amor. Mas nem sabemos o que é o amor, acho que nunca se soube e que nunca se saberá, entretanto o que me questiono é por que há tanto medo em se dedicar toda um vida a uma única pessoa? Não se dedica a vida ao trabalho ou a uma carreira acadêmica?! Por que não ao amor de alguém? Porque definitivamente, amor é algo que necessita de dedicação, do contrário não cresce nem se firma, não dá frutos, não se torna um gerador de felicidades.
Bom, encero minhas digressões por aqui, duvido que chegarei a alguma conclusão, por hora uso um pouco do meu instinto e um pouco da minha intuição pra sentir o que me parece certo e agradável, vou vivendo com os pés nos trilhos e a cabeça nas redes, sabendo que o inferno são os outros mas sou eu mesma também e que a vida é só essa.
sábado, 2 de março de 2013
me falta o verbo
Nunca foi tão difícil escrever, me falta inspiração, ou melhor, me falta organização. Não sei bem o que estou sentindo e admito estar me refreando a cada momento com medo de me entregar mais, afinal eu já passei de um limite seguro de sentir.
Não adianta mais negar, eu já admiti pra você, agora só falta admitir pra mim mesma: eu preciso de você.
Tudo isso é tão novo pra mim, parece bobagem, tenho a sensação que estou super dimensionando algo simples, mas é assim que tudo isso se apresenta a mim, tenho evitado verbalizar, só sinto, da forma mais irracional possível assim me sinto mais coerente comigo mesma, entretanto sei que preciso por em palavras, organizar pra entender.
Não adianta mais negar, eu já admiti pra você, agora só falta admitir pra mim mesma: eu preciso de você.
Tudo isso é tão novo pra mim, parece bobagem, tenho a sensação que estou super dimensionando algo simples, mas é assim que tudo isso se apresenta a mim, tenho evitado verbalizar, só sinto, da forma mais irracional possível assim me sinto mais coerente comigo mesma, entretanto sei que preciso por em palavras, organizar pra entender.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
My Top #7
#7: Green Day - Stray Heart
a historinha do clipe é muito legal! tipo "tá vendo aquele coração correndo ali??!! pega que é meu!"
#6: Swedish House Mafia - Don't You Worry Child
eu gosto e não gosto desse clipe. gosto porque mostra esse ambiente dos shows. não gosto porque picota a música, mas don't you worry, don't you worry child, see heavens got a plan for you!
#5: Ellie Goulding - Lights
musiquinha tipo baladinha: curti bastante
#2: Soja (feat. Falcão of O Rappa) - Everything Changes
cara, dá uma lida na letra! por favor, vai na minha, faz pensar!...
#1: ninguém tá merecendo (:
a historinha do clipe é muito legal! tipo "tá vendo aquele coração correndo ali??!! pega que é meu!"
#6: Swedish House Mafia - Don't You Worry Child
eu gosto e não gosto desse clipe. gosto porque mostra esse ambiente dos shows. não gosto porque picota a música, mas don't you worry, don't you worry child, see heavens got a plan for you!
#5: Ellie Goulding - Lights
musiquinha tipo baladinha: curti bastante
#4: Pollo (part. Ivo Mozart) - Vagalumes
minha veia de garota que curte rap sempre me faz parar tudo o que estou fazendo quando ouço essa música e começar a cantar loucamente... acontece...
#3: The Killers - Here With Me
diz a lenda que esse clipe foi dirigido pelo Tim Burton e é The Killers, dois motivos mais do que suficientes pra eu adorar o clipe, mas ele também tem esse ar estranho que estranhamente deixa o clipe muito legal!
cara, dá uma lida na letra! por favor, vai na minha, faz pensar!...
#1: ninguém tá merecendo (:
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Feliz.
Tô querendo escrever, atualizar as coisas por aqui, mas tô sem a menor inspiração...
Engraçado isso, justo agora em que tanta coisa boa tem acontecido, eu simplesmente não sei nada que eu possa dizer sobre tudo isso. O que eu posso dizer é que muitas coisas boas estão realmente acontecendo, e meu sentimento é de alegria com uma pitada daquele nervosismo diante da novidade...
Estou muito satisfeita em estar feliz mas foi inevitável traçar a seguinte conclusão:
tristeza me inspira muito mais.
Engraçado isso, justo agora em que tanta coisa boa tem acontecido, eu simplesmente não sei nada que eu possa dizer sobre tudo isso. O que eu posso dizer é que muitas coisas boas estão realmente acontecendo, e meu sentimento é de alegria com uma pitada daquele nervosismo diante da novidade...
Estou muito satisfeita em estar feliz mas foi inevitável traçar a seguinte conclusão:
tristeza me inspira muito mais.
"Você verá eu vou ser feliz de dar dó, vou rir até desaprumar as parabólicas!
Você verá eu vou ser feliz de doer!..."
(Logradouro - Pedro Altério e Bruno Piazza)
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Não é que meus volteios líricos me irritem, mesmo porque eu nem sei dar tantas voltas assim, pode até parecer que sim, mas é um engano achar que, só porque faço uso de longas babaquices para explicar o que se passa na minha cabeça, eu tenha noção de alguma coisa do que falo ou escrevo. Eu só falo, gente. Deixem-me em paz. Desculpa, ando irritado. A culpa é desse lirismo demorado, dessa hora que não passa, desse jeito meu, todo especial, de ir levando as coisas meio no imobilismo mesmo, meio da cadeira. Eu queria resolver tudo daqui mesmo, da cadeira. Mas acho que isso já seria pedir demais.
- Vaner Micalopulos
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Barulhos
aquele rangido que o do portão de casa faz toda vez que eu o abro da rua pra dentro, barulho de "cheguei em casa"
e o da respiração dele, que fica ofegante cada vez em que estamos próximos.
e o da respiração dele, que fica ofegante cada vez em que estamos próximos.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Não Vou - Pedro Viáfora
Não, não vou sumir nem me perder,
já tanto faz me embriagar
eu sonho mais sem ter
você.
Não vou falar que esqueço o amor,
que fecho a dor,
que deixo o caos,
eu sou o trecho
musical
de um choro que se apaixonou,
se aventurou num tom menor
suou em couro só.
Só partiu pra lá chorou sem dó,
caiu em si,
eu sei de cor o acorde que cita você
e que me evita te esquecer.
Não me verá correndo atrás,
atraio assim o que me atrai
por trás do muro da aversão
há sempre a sombra da atenção.
Não vou me iludir...
sábado, 12 de janeiro de 2013
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
resoluções de ano novo
em mais um dia desses, eu ouvindo musicas românticas pensava em você, acho que agora muito mais pelo costume, a muito tempo você é o cara que mais povoa minha cabeça... mas acabei pensando assim 'por que você pensa nele, sabe a quanto tempo vocês não se falam?! vocês tao tem ligação nenhuma!' e isso fez muito sentido, muito mesmo! e então eu iniciei mais uma vez aquele processo de te esquecer, porque já é tempo!, já se foi muito tempo, e não é a primeira vez que eu entro nessa mas agora minha motivação parecia muito racional e forte, eu tinha certeza que ia funcionar, e estranhamente, como em todas as outras vezes, quando eu to quase lá, quase me livrando de você, você que há tanto tempo parecia que tinha desaparecido, dá noticia de vida, aparece, manda uma mensagem como quem não quer nada e pode até mesmo ser que você não queira nada, mas pra mim é extremamente difícil superar você lembrando que você existe, é claro que você existe, e vai continuar existindo por muitos anos creio eu, e de repente até queria minha amizade, mas não vai rolar porque pra eu esquecer você, me desencantar, eu não posso mais te ver durante um longuíssimo período pra evitar aquele nervoso, aquele coração batendo forte, aquele não saber o que fazer que me dá toda vez que você me dá sinais evidentes que existe e que ainda se lembra de mim, por isso que dessa vez, diferentemente das anteriores, eu não respondi, talvez, apesar de parecer que nada tenha mudado e que é sempre a mesma coisa, algo tenha mudado, talvez eu pense em você só pelo costume mesmo, pela comodidade de não ter que conhecer outros caras, talvez em pouco tempo, se você não insistir, eu esqueça de vez de você.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
A ver navios
Essa expressão surgiu em 1578, quando o príncipe português dom Sebastião desapareceu na batalha de Alcácer-Quibir, contra os árabes, no norte da África. Como o monarca não tinha descendentes, o trono de Portugal acabou nas mãos de Filipe II, rei da Espanha. Os sebastianistas – os portugueses que não aceitaram a morte de dom Sebastião, já que o corpo do príncipe nunca foi encontrado – iam freqüentemente ao Alto de Santa Catarina, em Lisboa, aguardar a vinda da nau que traria o futuro rei desaparecido. Ficavam, portanto, “a ver navios”.
http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/ver-navios-433828.shtml
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