domingo, 8 de novembro de 2015

faltou expressão poética

há muito tempo. há quanto tempo? há muito tempo.

Oi! Deve ser uma surpresa, não é mesmo? Mas acho que quem tem um blog e não exclui ele sempre corre o risco de vir uns anos depois (ou só meses mesmo) e escrever algo. É que eu comecei a sentir falta mesmo, como se faltasse algo em mim, um pedaço assim, de braço, de tronco, de carne e osso mesmo. Eu comecei a sentir falta de ter expressão artística, poética, se assim se pode chamar. Justo eu que nunca julguei ser artista, que nunca levei a sério isso aqui (e que continuo sem levar, diga-se de passagem), comecei a ver minha vida muito chula, mesquinha, sem sopro que faça valer a pena e daí julguei que escrever e pulsar do lado de cá o que eu sinto, pra ver se reverbera do lado daí fosse me dar mais leveza.
Sim, eu já disse pra mim mesma inúmeras vezes e de verdade acredito que quando a gente morre fica todo mundo assim "e o que será que ela achava? diria sobre isso? se sentia em relação a aquilo?" e eu, justo eu, que penso tantas coisas, realmente não queria terminar nesse silêncio, deixando que um monte de vozes falem por mim... Esse blog tá bem longe de ser de longe algo como um projeto pra impedir esse silêncio, mas já me dá um consolo por poder falar várias coisas.

Mas eu to com falta de poetizar... quem sabe outro dia vem...

domingo, 15 de fevereiro de 2015

segue

Já acho que nada mais nunca mais fará sentido. Já acho viver muito chato e sem sentido, mas ainda há formigas e o fato de eu não ser uma formiga, o que me faz respirar mais leve. Diga um treco que eu saiba fazer, nem sei, não há. Mas eu por um acaso alguma vez na vida tentei algo ou aprender algo? Não né, então nada mais justo não haver dom miraculoso nenhum. Perdi minha linha de raciocínio, e agora? Fudeu. Nem, relaxa. Tá tudo na merda mesmo... Trabalho pra ter dinheiro pra ter o que pra ter o que? Estranho mas eu não sei de nada mesmo, nem de onde eu gosto de carinho. Dando o que der tá dando certo, quem são os outros pra julgar e se pra mim é tanto faz, perfeito. Tudo serve. Vamo que vamo que ainda tá tudo bem e quem sabe pinta uma felicidade pelo caminho.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Será que eu estraguei?

Tirando o fato de que voltar a escrever já tá sendo um esforço pra lá de bem grande pra mim, a gente pode tentar falar sobre o que eu vim falar aqui. E também tirando o fato que uma idéia puxa outra, que puxa outra, que puxa outra, numa velocidade bem maior do que minha humilde cabecinha desmiolada pode dar conta de organizar e por em palavras.
Mas começando do começo, conhece a Aline? Aquela personagem louca, que tem dois namorados e que figurou uma série muito legal (na minha opinião) faz um tempo na Globo, enfim... nem eu conheço ela, sepá ela saiu de um quadrinho mas eu não faço ideia dessas informações técnicas e que me dariam certa credibilidade. Mas o que nos leva a ela é que eu estava re-assistindo um capítulo dessa série chuchuzinha no qual uma mulher louca diz que amor é uma formula matemática e que cada cara metade só tem uma cara metade, daí acontece um  monte de coisa no meio só pra entreter a gente e no final o óbvio triunfa: a Aline, nossa heroína!, deixa claro pra geral que amor não tem fórmula nenhuma e que tudo são flores, ah! e borboletas! e fadinhas brilhantes! no paraíso de perfeição do amor com gliter e purpurina. E o que me pegou nisso tudo foi que naquele discursinho final em que a cena vai passando em câmera lenta, os personagens riem, uma trilha gostosinha vai tocando baixinho, dando a sensação que tudo é lindo e aquele momento vai durar pra sempre, até o próximo episódio, a Aline disse assim: "e se você está saindo de um amor, pode ter certeza!, você vai se apaixonar de novo!"
Vai?
Eu não tenho tanta certeza assim. Quer dizer, é claro que eu tenho esperança nisso, mas foi como ela mesmo provou antes, esses lances de amor são um jogo sem regras! E eu quero deixar claro que quem vos diz isso já transcendeu aquele arquétipo do coração partido, agora figura muito mais como uma cientista social que põe em discussão que muito do que vivemos em amor foi construído por um tanto gigantesco de imagens e histórias midiáticas com as quais somos bombardeados todo santo dia e, convenhamos, nesse meio todo história de amor entre trancos e barrancos caminha para um final feliz.
As historias, sim. Mas, e as pessoas?
Todo mundo tá acostumado a ouvir e repetir "Tudo vai melhorar!", "Você vai se apaixonar de novo!", "A fila anda e a vida segue em frente!", "Depois da tempestade vem a calmaria, você vai ser feliz de novo!", independe se essas "verdades" consagradas vieram de comprovações científicas, ou seja, experiências próprias ou são uma crença, que pode nunca ter acontecido mas que pela força da repetição criam um imaginário fortíssimo e se tornam isso aí: parecem seres reais que se pode tocar com as mãos, se tornam mais uma das leis de compõem a trama que rege nossas vidinhas.
Ninguém nunca para pra pensar no que realmente significa e implica o que é repetido a exaustão a torto e a direito. Eu mesma, assim como você, já disse essas "verdades" pra amigos meus, porque naquele momento em que você não sabe o que falar é sempre mais fácil repetir uma forma pronta, quando a questão é muito difícil de pensar sobre e ponderar, discernir, a gente sempre cai na correnteza (ou permanece nela) do que sempre nos ensinaram sem nem percebermos, a gente acredita sem nem saber que acredita no "Tudo sempre dá certo no final".
Eu dos 12 aos 18, vivi uma fase muito fértil, me apaixonava e desapaixonava com facilidade e agilidade, me machucava e sarava, não virava cicatriz. Nesse período não me envolvi efetivamente com ninguém, confesso sofria de platonice crônica e achava que essa era a realidade do mundo, tive algumas desventuras que viraram experiências sem grande validade, guardadas no fundo da gaveta. E então com 18 eu me apaixonei!, de forma inexplicável, eu não conhecia o garoto nem tinha referências sobre ele, só o que eu sabia era aquele ser ali, agindo, falando, respirando, sendo, bem na minha frente.
A isso se seguiu muita história (e inúmeras decisões tomadas nesse fôlego novo): eu pedi ele em namoro, ele foi meu primeiro namorado (e até o presente momento, único), foi minha primeira vez, foi a primeira vez que eu gostava de alguém e tinha um relacionamento real com a pessoa, foi a primeira que vez que eu amava e era correspondida. Diante desse mundo muito novo pra mim eu acabei reagindo com bastante insegurança, tinha muito medo, você não imagina como, que ele terminasse comigo de repente. No fim quem fez isso fui eu, pra adiantar as coisas, sei lá...
Ficamos um período afastados mas depois nos reencontramos, a amizade tinha prevalecido afinal!, triunfante e cor de ouro, até a página dois somente. A gente voltou a ficar...
E esse período todo ficou marcado na minha vida como um tempo em que eu não me interessei por mais ninguém. Ninguém.
E foi conversando com uma colega de faculdade que chegamos, eu e você que lê, a pergunta do título: estávamos na lanchonete da faculdade e ela me apontou um cara que segundo ela é incrivelmente gato e arrasta consigo uma legião de meninas caidinhas por ele. Eu olhei o tipo e achei indiferente, comentei que fazia um tempo eu tinha perdido o interesse pela azaração e tals, foi quando ela respondeu: "Ihh... será que seu ex te estragou?!". Na hora eu fiquei meio em suspenso, ponderando o termo estragar sendo usado naquele contexto... Estragar? Mas que coisa pra se dizer... "Acho que não, só tô cansada disso tudo mesmo." E fiquei com a caraminhola a caraminholar.
O que me pesa é que eu já cansei de esperar pelo "Você vai se apaixonar de novo!" Eu já conheci vários caras novos, dos mais bonitos e incríveis, mas nada aconteceu. Eu já fiquei com outros seres, já transei com alguns deles e nem isso acendeu uma chamazinha que fosse pra esquentar meu coração, a minha esperança na tal "verdade" já tá caindo por terra e toda vez que alguém me repete ela, ou até eu mesma repito quase como uma oração, fica uma hesitação pairando, uma interrogação que vai jogando a esperança pra escanteio e me dando uma real. Talvez o "Você vai se apaixonar de novo!" seja uma grande ilusão e a sociedade toda tá sendo enganada mais uma vez , pra não perder o costume.
Ou então eu estraguei mesmo.
E foi impossível não estender esse "estragar" pra outros campos da minha vida logo que eu comecei a pensar nesse assunto todo. Faz um tempo tudo na minha vida tá decaindo: meu animo, minha alegria, minha certeza, minha vontade, minha inteligência, minhas qualidades... Eu não tô sendo depressiva, tô sendo realista. Qualé! A uns anos eu era um arraso, uma líder nata, cheia de amigos, expansiva, animada, inteligente, fazia e acontecia. Tinha certeza de tudo e quando algo não tava do meu gosto batia o pé e punha tudo na minha ordem. Eu era muito mais forte.
Hoje em dia tudo pra mim tá bom, se não tá eu me adapto mas não faço nenhum esforço pra mudar o que me incomoda, vou aceitando qualquer coisa, tudo serve, o que eu não vou é quem sabe gerar conflito dizendo minhas preferências. Não tenho vontade de mais nada.
Meu pai, que nem é a pessoa mais observadora, já disse "Não sei o que aconteceu com você! Você perdeu o brilho." Acho que eu estraguei, pai...
Nem meu sonho de "mudar o mundo através da educação", já não tenho mais essa pretensão, na real nem tenho mais vontade de me envolver com isso aí.

Não tenho certeza se eu estraguei, uma esperança ou outra ainda resta escondida por aqui, mas a preguiça... ah! a preguiça... ai que sono!... vou dormir.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

cavar, cavar, cavar e se encontrar cada vez mais vazio. os anos passam e não somam experiências, a idade não trouxe sabedoria, só o que existe em meu peito é um enorme vazio sem nome, motivação, gostos, orientação politica ou religiosa. a indefinição me mata e o ceticismo me impede. aqui não há amigos, nem conforto. diversão é conceito muito abstrato e arbitrário. dom, qualidade, talento inexistem. o pouco que sou vai aos poucos secando e virando cinza que nem voa ao vento, antes se enterra no chão.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

no desinteressante mundo de Vida...

Ele veio falar comigo dia desses. Perguntou assim de supetão com qual fantasia eu ia naquela festa, nem perguntou se eu ia... antes disso ficou fazendo graça pelo chat de que queria muito falar comigo, mandou até uma carinha triste e você sabe o que carinhas tristes significam...
Poisé, mas não foi nada disso não. Ele não foi na festa e nem eu, nem mesmo depois daquele meu convite disfarçado pedindo pra andar com ele na festa já que nenhuma amiga minha ia... tentei né? Legal mesmo foi ele dizendo que achava assistir filme e comer pizza mais interessante, pena que ele não pediu minha companhia... e depois aquele papinho de ir fantasiado de nudista! Eu achei que era uma tentativa de por ideias na minha cabeça, dá pra acreditar?! Se era ele não levou o plano até o final.
Daí, depois de um tempo bem bom sem conseguir chorar, eu chorei. Mas dessa vez foi de muita raiva, foi de cair a ficha que eu já estou me fazendo mal, que já acabou há muito tempo, muito antes de realmente acabar já tinha acabado, é só eu abrir os olhos e lembrar direito dos fatos.
A gente tem que ser sincera, né?
E a sensação que eu tenho é de total falta de respostas porque eu não sei se eu ainda gosto dele já que eu não sei se ele ainda fala do mesmo jeito, tem o mesmo cheio, tá com barba ou tá sem barba, com o cabelo recém cortado ou não, o que tá fazendo da vida, se viajou no feriado, se o pai dele tá bem...
Logo que a gente terminou, essa falta de informação era o que me dava mais desespero, depois eu acostumei porque no início já era assim, eu passei um semestre apaixonada por uma imagem, um cara de uma festa e nada mais, eu já sabia muito bem como inventar histórias sobre ele e, com alguma ajuda das redes sociais, acreditar que o eu imaginava tinha um fundo de verdade.
E olha que engraçado, quando eu tomei consciência de que eu voltei a fazer isso e que não era uma pratica saudável, ele veio falar comigo! Tal qual aconteceu das outras vezes que eu te contei, lembra? Que absurdo, isso só pode ser coisa da minha mente insana...
Então a gente se falou quinta, sexta, eu voltei pra casa meio que "fugindo dele" mas no fim era de mim mesma... Depois, eu que fui falar com ele, tentar fazer graça como dois velhos e grandes amigos fariam, foi uma conversa rápida e jogada fora.
E parando pra pensar agora, acho que se a gente quisesse muito voltar um de nós já teria feito algo... ou não. No fim, o Lucas é mais que nunca um cara que é meu vizinho mas que só conversa comigo por carta.

sábado, 20 de julho de 2013

umas contas

Dia 5 de maio de 2012. Foi quando nos conhecemos e você veja só que incrível: nesse dia mesmo já rolou um clima, a gente não ficou mas eu me apaixonei. Voltei pra Santos (olha isso! eu ainda tava em Santos) feliz da vida, espalhei aos quatro ventos que eu tinha conhecido o amor da minha vida, aham! era exatamente isso que eu falava "o amor da minha vida".
Então dia 15 de junho de 2012 nós ficamos pela primeira vez e essa história foi mais louca ainda, eu saí de Caçapava e fui pra Santos só pra ir pra São Paulo nessa festa, meu plano era ficar com você. Pois é, ficamos, foi na sexta, voltei pra Santos no sábado e domingo já estava em São José dos Campos pra sair com você de novo. Tava apaixonada, só assim pra fazer tudo isso...
Daí veio aquela história que você tava ficando com outra garota e que pretendia ficar com nós duas ao mesmo tempo e eu me afastei, por pouco tempo, o que importa é que continuei nutrindo sentimentos por você.
Minha vida foi por um caminho que eu não esperava, a gente não se falava mas eu pensava em você com frequência. Até que um dia você me mandou uma mensagem perguntando se eu gostava de CPM 22 e me chamando pra uma festa que ia ter um show deles. Gostando ou não gostando, se desse, eu tinha ido sem nem pensar duas vezes, mas não dava... Cursinho a noite, nenhuma desculpa decente pra encobrir essa ida a São Paulo, sabe como é... não fui, mas queria muito ter ido...
Não consigo me lembrar se a gente continuou conversando, eu acho que sim porque eu lembro de ficar trocando mensagem com você quase todo dia, minha mãe vinha até reclamar que era pra eu estudaaaarrr! não pra ficar de mensagem o tempo todo...
Só não sei se isso foi antes eu depois da gente se encontrar naquele show do Vanguart no Sesc, eu tinha ido com meus pais, a gente se falou numa boa, já tinha passado a primeira fase da Fuvest, disso eu tenho certeza porque a gente falou um pouco de vestibular e só. Fiquei com a sensação de que tava tudo ótimo entre a gente, que eramos amigos, sem embaraços, uma beleza!
Depois disso eu só lembro de ter dito pra mim mesma: "Chega dessa história, Viviane! Meu deus do céu! Não tem motivo pra você continuar apaixonada por ele! Vocês nem se falam! Tem noção?! Para com essa dor de estômago aí que isso não te faz bem!" E foi isso mesmo, parei de cultivar esperanças sem o menor fundamento.
No ano novo você me mandou uma mensagem perguntando quais eram meus planos pra 2013, só pensei numa resposta: "nunca mais falar com você!", não respondi.
E então poucos dias depois da segunda fase da Fuvest, eu não tinha mais preocupações e você veio falar comigo, combinamos de sair e eu fui sem nenhuma expectativa, pra mim era sair com um amigo, nada de mais, mas não foi e dia 13 de janeiro de 2013 nós ficamos mais uma vez e o restante de janeiro e fevereiro foi  pra mim uma sucessão de idas a São José, cada vez uma desculpa diferente mas todas as vezes pra sair com você.
Dia 23 de fevereiro eu te pedi em namoro. Dia 10 de junho eu pedi pra terminar.

Aos cálculos!
No dia que a gente começou a namorar eu já estava apaixonada a 9 meses e 18 dias, mais ou menos, por você. A gente tava ficando a 40 dias.
No dia que a gente terminou faltavam 2 dias pro dia dos namorados e 5 dias pra completar 1 ano do nosso primeiro beijo e eu gostava de você a 1 ano, 1 mês e 5 dias.
E agora, devido a proporção da quantidade de dias que eu nutri sentimentos por você, eu me dei o prazo de em no máximo 6 meses não sentir mais nada por você, já foram 1 mês e 10 dias.

vai entender...

Bom, então é isso: a gente não namora mais. Há 1 mês e 10 dias, tempo suficiente pra já me falarem "já faz muito tempo, Vi! Você precisa parar de chorar!", não sei se já faz tanto tempo assim, eu mesma me dei 6 meses pra melhorar desse baque, nesse ponto eu preferi não ser tão exigente comigo mesma...
Talvez porque essa dorzinha seja um conforto e tanto.
O fato é que hoje eu já me sinto muito bem, muito melhor do que eu achei que iria me sentir depois de pouco mais de um mês. Eu ainda penso nele, sim! é fato, mas já com nenhum rancor ou arrependimento, só com uma saudade meio que nostalgia, conformada de que quando um não quer dois não ficam juntos.
Hoje eu penso nele com consciência de que se, quem sabe, acontecer uma reviravolta muito louca e a gente voltar eu preciso ter melhorado dessa tristeza. Continuar chorando todo dia não vai resolver nada, até porque hoje nós não conversamos mais, então ele não sabe do meu estado e nada está sendo feito para o clima entre nós melhorar e quem sabe sermos bons amigos. Nem sequer existe qualquer tipo de laço que nos una, a não ser um livro e uma camisa dele que eu preciso devolver e meia dúzia de memórias que eu não faço questão de lembrar já que elas não fazem mais sentido algum... São só memórias, não são mais realidade ou promessas de um futuro.
E o que sobrou de tudo isso foi um monte de aprendizado, apesar da frieza dele ao dizer "É ótimo então que você tenha passado por isso pra ter aprendido o que quer que tenha aprendido", eu usei essa situação tão nova pra mim pra tirar muito dela. Por exemplo, agora eu tenho total convicção de que todo namoro tem seus problemas e que, na medida do tamanho desses problemas, terminar não é a solução. E que amor é coisa de quem tem tempo pra ele, um clichê exageradamente verdadeiro.
Mais que isso, aprendi que amar e perder dói demais da conta e que eu não estou disposta a ficar pondo empenho em namoros que não vão ser a construção de uma vida em conjunto. Esse negócio de ficar namorando e terminando e trocando de namorado não é pra mim, não tenho pique pra isso. E se meu pai tem razão, gente da minha faixa etária não está disposta a começar agora a construir um relacionamento sério, pra casar, ter filhos, comprar uma casa, essa idealização de felicidade capitalista que me parece tão perfeitamente feita pra mim.
É mesmo uma pena pra minha pessoa que eu tenha sido só mais uma pra ele, é aquilo que um amigo meu falou "mas que culpa eu vou ter se a garota não fez nada pra ser a tal, a pessoa com a qual eu quero dividir a vida? ela não tinha nada de mais, pra mim...", e é também como minha sábia mãe me disse "mulher é tudo boba! fica aí chorando! Garanto que ele não deve ter chorado nenhuma vez depois de vocês terminaram e que nem tá sentindo saudade de você agora! Engole esse choro!". Traduzindo, eu não tenho mais o que fazer quanto ao meu ex-namorado (porque agora eu sou dessas que tem ex-namorado), quando um não quer dois não briga, eu já falei isso!..., eu parei de chorar (faz uns 5 dias) e por uns 5 anos eu não penso mais em namoro!