domingo, 2 de setembro de 2012


"Se eu pudesse me definir em apenas uma palavra, eu diria: inconstante. Não sei o que quero. Não sei se quero. Não sei quando quero e uma hora depois já deixei de querer. Hoje eu te desejo com todas as minhas forças, amanhã passo do seu lado e não sinto o meu coração acelerar. Hoje você chega e ofusca o mundo com uma luz absurda, amanhã não consigo sequer te enxergar na escuridão. Sou composta de dramas e urgências. Quero tudo pra ontem porque sei que se demorar, eu posso deixar de querer. Sendo assim, nunca estou realmente contente com nada, porque as coisas levam um tempo para se desenrolar, e eu definitivamente não nasci pra ser paciente. Eu te quis tanto, mas tanto, que pensei que a minha cabeça fosse explodir. Mas você demorou pra perceber, homens não entendem sinais, e então, quando você finalmente se tornou minha realidade, minhas pernas pararam de tremer com a sua presença e te querer perdeu a graça. Não da pra me entender, eu sei. Se eu pudesse usar uma metáfora, diria que eu sinto fome, mas uma fome diferente. É um tipo de fome que passa se eu não me alimentar naquela hora. É uma fome desapegada e frescurenta que escolhe o que quer comer. Comecei esse texto com fome de você, mas a fome passou aqui, nesse ponto final."
Stephani Ignatti

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