Imagina uma garota, bem normal, comum até, que vai ser a personagem principal da minha história.
Ela ia vivendo sua vida mal vivida, nada de novo, uma monotonia enorme. Seus sentimentos estavam organizados em um arquivo, as pastas principais eram sobre sensações como ser forte, independente e sozinha (no sentido de não precisar de mais ninguém além dela mesma), sempre que abria essas pastas ela se sentia bem e tinha certeza de estar fazendo a coisa certa.
Existiam também umas sub-pastas onde ela colocava tentativas de se conhecer melhor, filosofias próprias, muitos questionamentos e sempre que mexia nelas uma nova angustia apertava seu coração.
Mas havia uma pasta que costumava ser sua favorita e que aos poucos ela foi deixando de lado: a dos amores e paixões.
Essa garota normalzinha, apesar de tudo, tem muitos bons amigos, uma família maravilhosa e gosta muito de todos, ouso até dizer que realmente ama muitos deles mas com o amor fraternal. Essa menina sem graça já amou com o amor de mulher para homem mas sempre de forma platônica e não deve ser surpresa eu dizer que ela se machucou muito com isso, afinal seus sonhos nunca se realizaram.
Incrivelmente, mesmo se machucando, ela se apaixonou platonicamente muitas e muitas vezes até que novos interesses foram surgindo em sua vida. Ela começou a se preocupar com seu umbigo e mais nada, chegou a ser um tanto egoísta na busca daquelas qualidades: força, independência e auto-suficiência. Esqueceu de muitos sentimentos bons que possuía pois todos eram sinais de fraqueza diante de seus olhos e deixou de mexer naquela tal pasta dos amores.
E ela seguiu vivendo, se sentindo cada vez mais forte, sempre mais feliz, melhorando cada vez mais.
E tão confiante que estava deixou de ser tão controladora da própria sorte, tão forte que era concluiu que não precisava estar sempre na defensiva pois agora podia enfrentar os perigos
E olhem só meus amigos bem aqui nesse ponto nossa querida menina azulejo branco é pega.
Uma bela noite de lua cheia, ela conhece um garoto aí, mais um que ela não iria se importar, que ela faria odiá-la em dois segundos (uma de suas armaduras), entretanto esse garoto não cai, não fraqueja!, o que faz nossa personagem principal olha-lo mais uma vez, umazinha, o suficiente para se encantar!...
Pois é, mas ela é dura na queda, já tinha feito até planos: ia usar e jogar fora sem pestanejar. Entretanto o mocinho que surgiu na história é bem construído, conseguiu surpreende-la e a convidou pra sair mais um dia, depois mandou mensagens, se importou com ela e a mocinha nisso tudo bancando a durona.
Coitada, quando parou para analisar a situação já estava ponderando que não poderia se apaixonar, esse era mais um daqueles sentimentos bons que simplesmente sinalizam fraqueza a seus olhos, logo na sequencia pensava se já não tinha força suficiente pra superar a dor que pudesse vir em algum momento e um minuto depois estava ansiando que o nosso mocinho salvador da pátria, jogador que faz a cesta no ultimo minuto da partida, pessoa que descobre a cura da doença, lhe mandasse uma mensagem.
É, acho que ela já tem força até para abrir a pasta dos amores e paixões.
E então? Ela usar o conteúdo da pasta? Ou melhor: ela vai enchê-la de conteúdo?
ResponderExcluir