[uma análise da minha falta de noção]
Então um belo dia eu te conheci. Ah! Você! Tão igual a todos os outros! E você me apresentou seu amigo e meu deus! que amigo! Nesse mesmo dia por um acaso li meu horóscopo e como em todos os outros dias e em todos os outros horóscopos ele dizia que ia encontrar o amor da minha vida, a unica diferença é que nesse dia eu o havia lido. Logo pensei: encontrei! que bom que te conheci, porque o seu amigo!!!
Mas não sei de que forma pela noite você se aproximou mais de mim, ou eu abri meus olhos pra você, você pareceu legal, me abraçou no tempo certo e quis me aquecer quando senti frio (ou quis se aquecer em mim quando sentia frio), pareceu interessado em minha conversa, nas minhas escolhas, aceitou e pediu meu carinho... Infelizmente, pobre de mim, não era alvo de tais ações a muito tempo, me senti importante, alguém 'realmente' queria a minha companhia e não somente uma companhia. Construí sensações que não estavam assim tão na superfície... Deixei estar, não me entreguei logo assim tão de primeira, porque pensei que ia prende-lô... Sempre tão tola.
"Ó por que você não me ligou no dia seguinte?!!!", ou melhor, por que você não me adicionou no face no dia seguinte? Decidi, não vou correr atras, já deu pra ver que ele não quer... Não consegui, sete dias se passaram e quem adicionou ele fui eu. E então ele veio falar comigo, sobre nos vermos de novo, sobre conversarmos mais e eu cozinhei mais alguns ingredientes na sopa dos meus sentimentos. Minhas expectativas cresceram, descobri que o signo dele é igual ao meu e pensei que tínhamos o mesmo horóscopo no dia em que nos conhecemos, pobres ilusões...
Ontem saímos, com mais vários amigos, conversamos em rodas, não nos aproximamos e eu não pude acompanha-lo pela noite, voltei pra casa com a maior das decepções: o suposto amor da minha vida mal me dera atenção...
Cheguei a pensar antes de dormir em não mais me iludir ou idealizar relações e sentimentos que não existem, pensei em me isolar e deixar de ser tão tola. Pena que já pensei e só pensei em tudo isso mil vezes antes desta...
Hoje de manhã, logo após o café, minha mãe pede que guarde minhas roupas que deixei jogadas pela casa. Olhei meu cachecol em cima do sofá e me lembrei do quanto me arrumei para sair, tentando parecer perfeita, o vesti e senti seu cheiro de roupa limpa que tanto gosto entretanto em meio a esse ato percebo outro cheiro, aquele perfume... Mal posso acreditar, o perfume dele estava em meu cachecol, mas como se nós nem nos aproximamos?! Lembrei. Logo no começo da noite ele usou meu cachecol para aquecer as mãos! Preciso rir de mim mesma! Como farei agora com uma lembrança tão forte dele comigo? Lavarei esse cachecol agora mesmo! Ou melhor, agora nunca!!!
Pois é, eu nunca aprendo...

poxa... essa tal imaginação parece que foi a pior coisa fornecida a nós!
ResponderExcluirMas, claro, talvez nós simplesmente não saibamos como usá-la direito...