sábado, 16 de janeiro de 2010

Impressões

Nesse lugar que não me pertence
esse quarto que eu não reconheço
essa cama que não é minha
esse lugar ao qual pertenço.

Tudo parece tão bom, tão seguro
protegida em seus braços
nada pode me atingir
somente a luz difusa
na qual não distingo nada
nem mesmo o certo do errado.

Com a cabeça em seu travesseiro
tudo aqui é você
sou cada vez menos eu
cada vez mais sua.

Sua presença, seu cheiro
sua pele, seu calor
presa por vontade
quero nunca sair daqui
dos teus braços, de ti.

Porque o silêncio disse tudo
e esse momento podia durar a eternidade.

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